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Backup

RTO e RPO: quanto tempo sua empresa aguenta parada?

5 min de leitura por Equipe TRIAT
A palavra RECOVERY em letreiro luminoso verde
Foto: Martin Sanchez · Unsplash

"A gente tem backup" é a frase mais perigosa da TI. Ela responde à pergunta errada. A pergunta certa é: em quanto tempo a empresa volta a operar, e quanto trabalho se perde no caminho? Essas duas respostas têm nome — RTO e RPO — e é a partir delas que se dimensiona qualquer plano de recuperação.

RTO e RPO em português claro

RPO (Recovery Point Objective) é quanto de trabalho você aceita perder. Se o backup roda às 2h da manhã e o servidor morre às 17h, você perdeu 15 horas de lançamentos. Seu RPO real é de 24 horas, mesmo que ninguém tenha combinado isso.

RTO (Recovery Time Objective) é quanto tempo a empresa fica parada até voltar. Conta tudo: perceber a falha, decidir restaurar, conseguir hardware, copiar os dados, validar e liberar os usuários.

Uma forma simples de memorizar: RPO olha para trás (quanto dado se perde), RTO olha para frente (quanto tempo até voltar). Os dois custam dinheiro para diminuir, e por isso precisam ser decididos com o dono do negócio, não só pela TI.

Descobrindo o número que importa

Antes de escolher tecnologia, faça uma conta simples com quem conhece a operação. Quanto custa uma hora parada?

Some faturamento que deixa de entrar, gente parada sendo paga, multa contratual e o custo de reprocessar o que foi feito no papel durante a queda. Uma distribuidora que fatura R$ 300 mil por mês em 22 dias úteis perde, grosso modo, R$ 1.700 por hora só de faturamento — sem contar o resto.

Com esse número na mão, a conversa muda. Reduzir o RTO de 8 horas para 1 hora deixa de ser capricho técnico e vira uma comparação direta entre o custo da solução e o custo da parada.

Os níveis de proteção e o que cada um entrega

EstratégiaRPO típicoRTO típicoCusto
Backup diário só na nuvem24 h8 a 48 hBaixo
Backup diário local + cópia na nuvem24 h2 a 6 hBaixo a médio
Backup a cada 4 h + cópia externa4 h2 a 6 hMédio
Replicação para VM em espera15 min a 1 h15 a 60 minMédio a alto
Disaster Recovery na nuvem15 minMinutosAlto

O salto de custo acontece entre a terceira e a quarta linha, porque é onde você deixa de guardar cópias e passa a manter uma infraestrutura de espera pronta para assumir.

Por que o RTO real é sempre maior que o previsto

Quem nunca fez uma restauração completa costuma estimar o RTO só pelo tempo de cópia dos dados. Na prática, o relógio corre desde bem antes:

  1. Detecção — quanto tempo até alguém perceber? Sem monitoramento, pode ser a primeira reclamação de usuário pela manhã;
  2. Decisão — quem autoriza restaurar? Se depende de uma pessoa específica que está viajando, isso são horas;
  3. Recurso — existe hardware ou VM disponível para receber a restauração, ou é preciso comprar?
  4. Cópia — a parte que todo mundo estima, e limitada pela velocidade do link se a cópia estiver na nuvem;
  5. Validação — o sistema subiu, mas os serviços iniciaram? O banco está íntegro? A integração com a nota fiscal funciona?
  6. Liberação — reconfigurar estações, avisar usuários, reprocessar o que ficou pendente.
Restaurar 500 GB de uma cópia na nuvem por um link de 100 Mbps leva cerca de 11 horas em condições ideais, com o link inteiro dedicado a isso. É por isso que a cópia local existe: ela não substitui a externa, ela é o que salva o RTO.

Recuperação de desastre com Acronis

Além do backup em imagem, o Acronis oferece recursos que atacam diretamente o RTO:

  • Instant Restore — sobe a máquina virtual direto do arquivo de backup, sem esperar a cópia completa terminar. O sistema volta a operar em minutos enquanto os dados são movidos em segundo plano;
  • Universal Restore — devolve o servidor em hardware diferente do original, ajustando drivers;
  • Disaster Recovery na nuvem — mantém réplicas prontas para assumir, com túnel VPN até a rede da empresa, permitindo operar a partir da nuvem enquanto o local é reconstruído;
  • Runbooks — a ordem de subida dos servidores fica escrita e automatizada: primeiro o controlador de domínio, depois o banco, depois a aplicação.

O runbook merece atenção. Numa restauração completa, a ordem importa: subir a aplicação antes do banco significa serviço falhando e tempo perdido em diagnóstico desnecessário, justamente na hora de maior pressão.

O teste que ninguém faz e que vale por tudo

Um plano de recuperação que nunca foi executado é uma hipótese. O teste não precisa ser dramático — precisa ser real:

  1. escolha um servidor relevante;
  2. restaure em ambiente isolado, sem tocar na produção;
  3. cronometre cada etapa, da decisão à validação;
  4. abra a aplicação e confira dados de verdade, não só se o sistema ligou;
  5. anote o que deu errado — vai dar. Senha que ninguém tinha, licença amarrada ao hardware antigo, dependência esquecida.

Ao fim, você troca "acho que a gente consegue voltar" por um número medido. Esse número é o seu RTO real, e é ele que deve ser apresentado à diretoria.

O que fica combinado

Um plano de recuperação em uma página, que qualquer pessoa da equipe consiga executar, contém: RTO e RPO acordados por sistema, onde estão as cópias, quem autoriza a restauração, a ordem de subida dos serviços, onde estão as senhas de criptografia e o telefone de quem chamar.

A TRIAT ajuda a definir esses números com base no custo real da parada, implanta a proteção proporcional a eles com Acronis e executa o teste de restauração periódico — com relatório do tempo medido, não estimado.

Precisa disso rodando na sua empresa?

A TRIAT implanta e monitora Linux, storage, virtualização, redes e segurança — do projeto ao suporte 24/7.

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