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Backup

Acronis Cyber Protect: backup que se defende do ransomware

5 min de leitura por Equipe TRIAT
Alerta de ameaça detectada na tela de um computador
Foto: Ed Hardie · Unsplash

Backup deixou de ser só uma cópia de segurança. O ransomware mudou as regras: hoje o atacante entra na rede, fica semanas em silêncio, procura o backup, apaga ou criptografa ele primeiro, e só então criptografa a produção. Quando o pedido de resgate aparece na tela, a cópia que deveria salvar a empresa já foi destruída.

É esse cenário que o Acronis Cyber Protect tenta resolver, juntando backup e defesa contra ransomware no mesmo agente.

Backup em imagem, não em arquivo

A diferença é fundamental e vale entender. Um backup de arquivos copia documentos. Um backup em imagem copia o disco inteiro: sistema operacional, programas instalados, configurações, registro, permissões e dados.

Na hora da restauração, a distinção aparece com clareza:

  • com backup de arquivos, você precisa de uma máquina já instalada e configurada para devolver os documentos. Reinstalar Windows, drivers e sistema de gestão pode levar dois dias;
  • com backup em imagem, você devolve a máquina inteira, funcionando, do jeito que estava. Inclusive em hardware diferente do original.

Esse último ponto tem nome — Universal Restore — e é o que permite restaurar o servidor de um equipamento que pegou fogo em outro completamente diferente, ajustando os drivers na hora.

Restaurar para hardware diferente é justamente o cenário real de desastre. Se o seu plano de recuperação depende de conseguir um servidor idêntico ao que queimou, ele não é um plano.

O que o agente protege

Um mesmo painel cobre coisas bem diferentes, o que evita a colcha de retalhos de três ferramentas distintas:

  • servidores Windows e Linux, físicos ou virtuais;
  • máquinas virtuais em VMware e Hyper-V, com backup sem agente pelo hipervisor;
  • estações de trabalho e notebooks;
  • bancos de dados com backup consistente, usando VSS no Windows;
  • caixas do Microsoft 365 e Google Workspace — e aqui vale um alerta.
Microsoft e Google garantem a disponibilidade do serviço, não a integridade dos seus dados. Se um usuário apagar uma pasta de e-mails e ninguém perceber por 40 dias, ela se foi. A responsabilidade pelo backup dos dados é do cliente — está escrito no contrato dos dois.

Active Protection: o backup que se defende

Essa é a parte que diferencia o produto de um software de backup tradicional. O agente monitora o comportamento dos processos na máquina e reage a padrões típicos de ransomware — como criptografia em massa de arquivos em sequência rápida.

Quando detecta, ele faz três coisas:

  1. interrompe o processo suspeito;
  2. restaura automaticamente os arquivos que já foram alterados, a partir de cópias em cache;
  3. protege os próprios arquivos de backup contra alteração, impedindo que o malware os destrua.

O terceiro item é o mais importante. De nada adianta ter backup se o atacante consegue apagá-lo com a mesma credencial que usou para entrar.

Como montar a política de retenção

Retenção é onde a maioria das empresas erra, para os dois lados: ou guarda de menos e descobre o problema tarde demais, ou guarda tudo para sempre e paga uma fortuna em armazenamento.

Um esquema que funciona bem na prática:

FrequênciaRetençãoPara que serve
Diário14 diasErro operacional, arquivo apagado, atualização que deu errado
Semanal8 semanasProblema que só foi percebido depois de um tempo
Mensal12 mesesExigência contratual e consulta a estado antigo
Anual5 anos ou o que a lei exigirObrigação fiscal e regulatória

O ponto crítico é a retenção diária. Ransomware costuma ficar dormente por semanas antes de disparar: se você só guarda 7 dias, corre o risco de todas as suas cópias já conterem o invasor.

Incremental, deduplicação e o tamanho real

O primeiro backup é completo e demorado. Os seguintes são incrementais — copiam só os blocos que mudaram. Somando deduplicação e compressão, o crescimento diário costuma ficar bem abaixo do que as pessoas esperam.

Ainda assim, dimensione com folga. Uma regra prática de partida é reservar de duas a três vezes o volume dos dados de produção para o repositório, e revisar depois de dois meses com números reais.

Criptografia e onde a cópia fica

Ative a criptografia AES-256 no lado do cliente, com senha definida por você. Isso significa que o dado sai da máquina já cifrado e ninguém — nem quem opera o repositório — consegue lê-lo.

Guarde essa senha fora do ambiente que ela protege. Senha de criptografia de backup salva num arquivo dentro do servidor que será restaurado é um erro que só aparece no pior dia possível — e não tem recuperação.

Sobre o destino, vale a lógica do 3-2-1: uma cópia local para restaurar rápido, uma cópia fora do site para sobreviver a incêndio, furto ou ransomware que alcance a rede inteira.

O que fazer depois de configurar

Backup configurado não é backup funcionando. Três hábitos separam um do outro:

  • Monitorar as falhas — integrar os alertas ao Zabbix ou ao painel que a equipe já acompanha, para que job falhando apareça no mesmo lugar que o resto;
  • Testar restauração de verdade, ao menos trimestralmente, subindo a imagem em uma máquina isolada;
  • Documentar o tempo que a restauração levou — é esse número que responde à pergunta "em quanto tempo a gente volta?".

A TRIAT implanta e monitora Acronis em servidores, estações e caixas de e-mail, com política de retenção desenhada para o seu caso e teste de restauração periódico. O artigo sobre RTO e RPO mostra como transformar isso em números de negócio.

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