Acronis Cyber Protect: backup que se defende do ransomware
Backup deixou de ser só uma cópia de segurança. O ransomware mudou as regras: hoje o atacante entra na rede, fica semanas em silêncio, procura o backup, apaga ou criptografa ele primeiro, e só então criptografa a produção. Quando o pedido de resgate aparece na tela, a cópia que deveria salvar a empresa já foi destruída.
É esse cenário que o Acronis Cyber Protect tenta resolver, juntando backup e defesa contra ransomware no mesmo agente.
Backup em imagem, não em arquivo
A diferença é fundamental e vale entender. Um backup de arquivos copia documentos. Um backup em imagem copia o disco inteiro: sistema operacional, programas instalados, configurações, registro, permissões e dados.
Na hora da restauração, a distinção aparece com clareza:
- com backup de arquivos, você precisa de uma máquina já instalada e configurada para devolver os documentos. Reinstalar Windows, drivers e sistema de gestão pode levar dois dias;
- com backup em imagem, você devolve a máquina inteira, funcionando, do jeito que estava. Inclusive em hardware diferente do original.
Esse último ponto tem nome — Universal Restore — e é o que permite restaurar o servidor de um equipamento que pegou fogo em outro completamente diferente, ajustando os drivers na hora.
O que o agente protege
Um mesmo painel cobre coisas bem diferentes, o que evita a colcha de retalhos de três ferramentas distintas:
- servidores Windows e Linux, físicos ou virtuais;
- máquinas virtuais em VMware e Hyper-V, com backup sem agente pelo hipervisor;
- estações de trabalho e notebooks;
- bancos de dados com backup consistente, usando VSS no Windows;
- caixas do Microsoft 365 e Google Workspace — e aqui vale um alerta.
Active Protection: o backup que se defende
Essa é a parte que diferencia o produto de um software de backup tradicional. O agente monitora o comportamento dos processos na máquina e reage a padrões típicos de ransomware — como criptografia em massa de arquivos em sequência rápida.
Quando detecta, ele faz três coisas:
- interrompe o processo suspeito;
- restaura automaticamente os arquivos que já foram alterados, a partir de cópias em cache;
- protege os próprios arquivos de backup contra alteração, impedindo que o malware os destrua.
O terceiro item é o mais importante. De nada adianta ter backup se o atacante consegue apagá-lo com a mesma credencial que usou para entrar.
Como montar a política de retenção
Retenção é onde a maioria das empresas erra, para os dois lados: ou guarda de menos e descobre o problema tarde demais, ou guarda tudo para sempre e paga uma fortuna em armazenamento.
Um esquema que funciona bem na prática:
| Frequência | Retenção | Para que serve |
|---|---|---|
| Diário | 14 dias | Erro operacional, arquivo apagado, atualização que deu errado |
| Semanal | 8 semanas | Problema que só foi percebido depois de um tempo |
| Mensal | 12 meses | Exigência contratual e consulta a estado antigo |
| Anual | 5 anos ou o que a lei exigir | Obrigação fiscal e regulatória |
O ponto crítico é a retenção diária. Ransomware costuma ficar dormente por semanas antes de disparar: se você só guarda 7 dias, corre o risco de todas as suas cópias já conterem o invasor.
Incremental, deduplicação e o tamanho real
O primeiro backup é completo e demorado. Os seguintes são incrementais — copiam só os blocos que mudaram. Somando deduplicação e compressão, o crescimento diário costuma ficar bem abaixo do que as pessoas esperam.
Ainda assim, dimensione com folga. Uma regra prática de partida é reservar de duas a três vezes o volume dos dados de produção para o repositório, e revisar depois de dois meses com números reais.
Criptografia e onde a cópia fica
Ative a criptografia AES-256 no lado do cliente, com senha definida por você. Isso significa que o dado sai da máquina já cifrado e ninguém — nem quem opera o repositório — consegue lê-lo.
Sobre o destino, vale a lógica do 3-2-1: uma cópia local para restaurar rápido, uma cópia fora do site para sobreviver a incêndio, furto ou ransomware que alcance a rede inteira.
O que fazer depois de configurar
Backup configurado não é backup funcionando. Três hábitos separam um do outro:
- Monitorar as falhas — integrar os alertas ao Zabbix ou ao painel que a equipe já acompanha, para que job falhando apareça no mesmo lugar que o resto;
- Testar restauração de verdade, ao menos trimestralmente, subindo a imagem em uma máquina isolada;
- Documentar o tempo que a restauração levou — é esse número que responde à pergunta "em quanto tempo a gente volta?".
A TRIAT implanta e monitora Acronis em servidores, estações e caixas de e-mail, com política de retenção desenhada para o seu caso e teste de restauração periódico. O artigo sobre RTO e RPO mostra como transformar isso em números de negócio.
Precisa disso rodando na sua empresa?
A TRIAT implanta e monitora Linux, storage, virtualização, redes e segurança — do projeto ao suporte 24/7.
Falar com um especialista

